terça-feira, 12 de março de 2013

Histórias da infância



A casa na árvore
Meu pai não tinha muito talento para as artes, nem para consertar coisas, muito menos para construí-las como os outros pais geralmente o fazem.
Numa certa altura da infância, talvez influenciada pelos filmes de Tarzan que assistia na sessão da tarde, resolvi que precisa ter uma casa na árvore, uma “casa do Tarzan”. E comecei a insistir com meu pai que fizesse uma para mim, todas as vezes que ele estava lidando pelo pátio, serrando lenha ou mexendo em sua lambreta, cercava-o com meus argumentos. Minha mãe só espiava da janela basculante da cozinha, com cara de pouco crédito.
Um dia, então, meu pai, que cedia a todos os meus caprichos concordou com a ideia e resolveu dar andamento no projeto. Em poucos minutos a “casa” estava concluída. Consistia em uma tábua colocada na forquilha de um pé de goiaba, sem escada, sem nada. Nossa, eu achei o máximo e já empoleirei-me sobre a dita tábua levando alguns brinquedos para lá. E, na minha imaginação, era mesmo uma ótima casa, com tudo, não faltava nada e brinquei nela durante muito tempo, até que meu tamanho permitisse, alheia aos protestos da minha mãe que cada vez que me via subir na “casa” gritava: “- Vai cair daí, menina!” e se o pai estava junto: “- Elói, tu não vê que a guria vai cair!”. Nunca caí da casa, nem a tábua, que foi somente encaixada na árvore, sem pregos, sem nada, caiu. É certo que às vezes, a tábua virava, ficando meio de lado, então esperava o pai chegar para que a colocasse no lugar. E ele vinha e colocava a tábua de volta no lugar com seriedade, e compromisso comigo, pois, para ele também estava tudo bem e nada havia de errado com o seu projeto.
As crianças têm mesmo anjos da guarda muito fortes, como rezam os ditos populares.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Tapete em matelassê

Vi esse tecido em uma loja de 1,99 e achei lindo. É um xadrez preto, marinho, cinza e branco em tecido de algodão, tipo saca de farinha. Na loja estava como pano de chão. Logo imaginei um tapete para a cozinha lá de casa.
Mantive a própria costura da saca e dentro coloquei fibra. Fiz a costura do acolchoado à mão, à moda antiga, aproveitando o desenho dos quadradinhos. Adorei meu tapetinho! Comprei mais uma, abri e fiz um grande pano para colocar no fogão, quepostarei em outro momento, pois ainda não fotografei).

Reaproveitamento - Maleta de metal

Encomendei uma maleta para ao Nono Fernando. De uma caixa de isopor com tampa (dessas de usar para carregar medicamentos), o Nono forrou em metal para o João guardar suas coisas.
 Mamãe pintou em vermelho e colou figurinha.
Vista de cima.
 Vista aberta.

Vista de frente, detalhe da alça.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Carrinho estilo vagon

João passeia no carrinho confeccionado pelo Nono e papai:
Nessa foto ele estava com um 1 e 7 meses mais ou menos.

Reciclagem - cardigâ estilo nerd

Esse blusãosinho era do Fabiano. Nas horas vagas, entre um chá e outro, arrumei os fios puchados e coloquei cotoveleiras azul marinho, o que deu um charme indicutível à peça:
Que venha o frio para o João estreiá-lo!

segunda-feira, 4 de março de 2013

Reciclagem

Ganhei esses topes e flores da minha sogra e, por incrível que pareça, são coisas que deixam de ser usadas nas fábricas de calçados e que depois vão para o desmanche. Fiz lindos tic tacs e broches para minhas sobrinhas Tábata e Rebeca. E é claro que sobraram alguns para as amigas!
Imagine que tanta coisa legal vai para o lixo?

Meu casaco favorito

Semana passada aconteceu uma tragédia: meu casaco de linha de meia manga que ganhei há horas da minha amiga Cláudia Paim manchou! Fui colocar e lá estavam três manchas marrons no casaco lilás :(. Numa casa onde tem uma criança pequena e sua babá (que tem horas que não sei qual é a criança), forças externas atuam sobre suas coisas de estimação. Lavei duas vezes o casaco na tentativa de retirar a mancha sem sucesso. Então, tive a idéia de tingí-lo, pois é de algodão. Comprei tinta para tecido na cor marinho e tcharããããñnnn:

Ficou um roxo bem bonito, na foto não consegui captar a cor certa que ficou. Mas, o mais legal, é que as ditas manchas desapareceram e já pude usar meu novo velho casaco, ideal para as manhãs mais fresquinhas desse período!

Espaço Lúdico

No ano passado resolvemos eu e papai montarmos um espaço lúdico para o João no apartamento. O local escolhido foi a sacada, que foi fechada com vidro e papai confeccionou um deck de madeira. Ele acompanhou papai martelando pregos na madeira do deck maravilhado, pois adora ferramentas e tentava imitar "ajudando-o".
Compramos um quadro em uma loja de 1,99 para o João "desenhar e escrever".
 
As almofadas encontrei um lindo retalho com estampa de Thomás e Friends em uma loja de tecidos, enchi com plumante e costei-as. A maletinha foi feita pelo Nono Fernando sob encomenda (caixa de isopor forrada em metal, mamãe pintou e colou figurinha).
O carrinho estilo vagon também feito por papai e Nono Fernando.
 
Ao fundo caixa de ferramentas do João Elói (tivemos que comprar para poder imitar o papai) que ele usar para "ajudar".

Reciclagem

Ganhamos vários potes de sorvete da Márcia Zini em fevereiro. Como organizo os produtos de higiene e limpeza do João em pote de sorvete, aí está a versão 2013:
Ele gosta bastante, pois pode pegar e brincar na água com o pote enchendo-o de água e virando sobre ele, além do quê, fica mais fácil de carregar tudo junto para o box do banheiro com suas mãozinhas!

Reciclagem

O João adorava essa blusa que ganhou da Tia Zete quando ainda era bebê. Depois chegava a pedir para tirar do varal para vestir.
Olhando as idéias de reciclagem que guardo através de imagens, resolvi transformá-la em uma almofada!
Resultado: ele adorou a nova almofada e agora substituiu o "Sapo verde" por ela para dormir.